O Grupo Globo está no centro das atenções após uma nova rodada de demissões atingir a emissora e suas afiliadas em diferentes regiões do Brasil.
A mais recente rodada de cortes desligou o repórter Lucas Almeida, da TV Bahia, afiliada da Globo em Salvador, que estava na empresa há seis anos e anunciou a saída nas redes sociais.
Além dele, outros cinco profissionais também foram desligados da emissora baiana, que deve voltar a promover novos cortes nos próximos meses.
O cenário se repete em outras praças do país. A EPTV, afiliada da Globo em São Paulo e Minas Gerais, promoveu uma série de demissões que resultaram no encerramento de atrações tradicionais, incluindo o Globo Esporte de Araraquara e São Carlos e o programa de variedades Chega Aí.
Ao todo, apenas entre jornalistas, foram pelo menos 18 profissionais desligados, pegando a todos de surpresa, já que semanas antes a empresa havia prometido prosperidade e estabilidade para 2026.
A onda de enxugamento ocorre de forma paradoxal em um momento de investimentos estruturais em algumas afiliadas — a Rede Bahia, por exemplo, havia acabado de inaugurar um moderno complexo de estúdios e reformulado visualmente seus quatro telejornais diários.
O momento acende o debate sobre o futuro do jornalismo regional no Brasil e a sustentabilidade financeira das grandes redes de televisão diante da transformação digital.
