Santa Catarina, 21 de Maio de 2026 – Motoristas catarinenses madrugaram nesta semana para aproveitar uma promoção inusitada: gasolina a R$ 4,99 o litro nos postos da rede Havan, pertencente ao empresário Luciano Hang. A ação do “Dia do Imposto Zero” gerou filas quilométricas e o estoque promocional se esgotou em apenas três horas.
Preço abaixo do mercado atrai multidão
Na última quarta-feira (20), os postos Havan de Brusque, Palhoça, Barra Velha e Araranguá venderam gasolina comum por R$ 4,99 o litro, um desconto de cerca de R$ 2,25 em relação ao preço praticado habitualmente.
A campanha teve um propósito educativo: demonstrar o peso da carga tributária no preço final dos combustíveis.
De acordo com a Havan, quase 40% do valor da gasolina corresponde a impostos, taxas e contribuições. “O Dia do Imposto Zero é simbólico, mas serve para alertar a população sobre o tamanho da carga tributária que o brasileiro paga todos os anos”, afirmou Luciano Hang.
Regras da promoção:
· Limite de 15 litros por veículo
· 5 mil litros disponíveis por posto
· Abastecimento iniciou às 9h, com motoristas na fila desde as 7h
Fila de mais de uma hora e estoque esgotado ao meio-dia
Alguns clientes chegaram ainda de madrugada para garantir o abastecimento com desconto. Em uma das unidades de Palhoça, motoristas relataram espera superior a uma hora.
O estoque promocional inicial de 25 mil litros foi ampliado para 30 mil litros, mas por volta do meio-dia o combustível com desconto já havia acabado.
O jardineiro Odacir Rodrigues da Silva, de 33 anos, disse à imprensa local: “Não é todo dia que acontece, mas o ‘véio da Havan’ tá ‘arrombando’, botando o preço lá embaixo para mostrar o imposto que a gente paga”.
O que fica da ação
A gasolina a R$ 4,99 nos postos Havan foi um marco simbólico para acender o debate sobre a alta carga tributária no Brasil.
Dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) indicam que, em 2025, o brasileiro precisou dedicar 149 dias de trabalho exclusivamente ao pagamento de impostos.
Enquanto isso, a cena das filas quilométricas em Santa Catarina mostrou, na prática, o apetite do consumidor por um combustível mais barato – e a força de um empresário que usa o próprio bolso para fazer esse recado chegar às ruas.
